POLÍCIA

Jovem se apresenta e confessa autoria de homicídio

05 fev, 2019

Um dia depois de dois homens serem presos pela Polícia Militar suspeitos de envolvimento em um homicídio registrado no domingo (3), em Frutal, um jovem procurou a Polícia Civil e se apresentou como o verdadeiro culpado do crime. Pablo Santhiago de Souza Ribeiro, 24 anos, procurou à delegacia acompanhado de um advogado e de familiares. Além de confessar o homicídio e a tentativa de homicídio, o rapaz entregou a arma utilizada nos crimes: uma pistola 380.

Em seu depoimento, Pablo Santhiago confessou ter atirado contra Vicente Ferreira da Silva, 52 anos e Ronaldo Pereira Bento, 36 anos. O primeiro morreu em consequência dos tiros, sendo que seu corpo somente foi encontrado horas depois do crime em um matagal próximo de sua casa, na Vila Esperança. O segundo foi socorrido e encontra-se internado em um hospital de Uberaba, com quadro de saúde estável.

O homicídio e a tentativa de homicídio ocorreram no início da madrugada do último domingo, em frente a uma pequena casa, situada na avenida Brasília entre o Pelotão do Corpo de Bombeiros e o córrego Vertente Grande. Pablo Santhiago alega ter agido em legítima defesa, pois Vicente e Ronaldo teriam partido em sua direção. Outras duas pessoas que estavam no local fugiram no momento da confusão e não foram atingidas.

Com a confissão de Pablo Santhiago, dois suspeitos presos ainda no domingo pela Polícia Militar, devem ser colocados em liberdade. Reginaldo de Oliveira, 46 anos e seu genro Augusto Jonas da Silva Filho (Pezão), 32 anos, foram apontados como autores dos crimes por testemunhas, que não tiveram seus nomes divulgados. O rapaz que assumiu o homicídio e a tentativa de homicídio afirmou que não os conhece.

Segundo Pablo Santhiago, após atirar contra Vicente e Ronaldo, ele pegou o carro em que estava e seguiu para a fazenda de um parente. Entretanto, na segunda-feira (4), após ouvir no rádio que duas pessoas estavam presas suspeitas de envolvimento no caso, decidiu se apresentar e contar a verdade. A arma utilizada nos crimes pertence ao pai do rapaz e é registrada. O familiar, contudo, não sabia que o filho estava com a pistola.